Os “Aranhas” de Canedo

Da publicação sob o título “Descendência dos Condes da Feira” tinha ficado a intenção de se desenvolver, em parte, a descendência de:

4(IV)         Isabel Fernandes.

Passamos à publicação da referida descendência:

Paragrafo § 2

IV –  Isabel Fernandes, nasceu a 28 de 

dezembro de 1676, no lugar da Várzea, Canedo, Santa Maria da Feira, e morreu a 3 de fevereiro de 1688 em Canedo, Santa Maria da Feira.  Casou a 26 Outubro de 1693, em Canedo, Santa Maria da Feira, com Manuel da Silva, filho de Clemente Aranha, e Natália da Silva, nascido a 31 de março de 1670, em Canedo, Santa Maria da Feira, neto paterno de Gaspar António e de Isabel António, neto pela parte materna de Roque Ferreira e de Maria da Silva, bisneto pela parte paterna de Gonçalo António e de Luísa Antónia e de Adão António e de Verónica Francisca, todos da freguesia de Canedo. Manuel da Silva tem como profissão ser “rendeiro”.

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Descendência dos Condes da Feira

O que nos diz a história sobre António Nunes Gassamar, tetraneto de D. Nuno Álvares Pereira, filho 2.º do 4.º Conde da Feira?

…ooOoo….

I –   Martim Gonçalves, nasceu por volta de 1576, no lugar de Fagilde, Canedo, Santa Maria da Feira. Casou com Isabel Gonçalves, a 5 de maio de 1596, em Canedo, Santa Maria da Feira.

Filhos nascidos no lugar de Fagilde:

 

1(II)          Isabel Gonçalves, nasceu a 21 de março de 1597,

2(II)          Martinho Gonçalves, nasceu a 27 de fevereiro de 1602,

3(II)          Francisco Gonçalves, nasceu a 23 de dezembro de 1609,

4(II)          António Gonçalves, nasceu a 5 de junho de 1613,

5(II)          Maria Gonçalves, nasceu a 17 de junho de 1616,

6(II)          Ângela Gonçalves, que segue.

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Imagem

Porto – Praça da Ribeira, 1911

porto - praça ribeira 1911 001

Coimbra – Castelo dos mouros

Coimbra – Vista parcial

Castelo dos mouros

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São João da Madeira

Vista aérea

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OS PADRES NA GENEALOGIA DA FAMÍLIA Padre António de Bastos

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OS PADRES NA GENEALOGIA DA FAMÍLIA

O PADRE ANTÓNIO DE BASTOS E “OS CHAPISCAS”

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Feliz Natal

Foto da 1.ª metade do séc. XX

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Os Padres na Genealogia da Família – Reverendo Padre Francisco Valente

Antes de ser Valente já o era

1. Brígida Valente, nasceu por volta de 1580, em Válega, e viria a casar com Valentim Fernandes. Tiveram os seguintes filhos, de que tenho conhecimento:

2. António Fernandes Continuar a ler

Os Padres na Genealogia da Família – Baltasar Pereira de Pina

1. Pedro Pereira, nasceu no lugar de Paços, freguesia de São Martinho de Fajões, concelho de Santa Maria da Feira, e deve ter nascido na primeira metade do século XVII. Casou com Domingas João. Faleceu no lugar de Paços, na freguesia de São Martinho de Fajões, a 2 de Junho de 1745, com cerca de 82 anos, viúvo de Domingas João, a qual tinha falecido no mesmo lugar e freguesia, em 6 de Março de 1741. Deste casamento, tiveram os seguintes filhos:

2. Manuel Pereira de Pina
2. Domingos Pereira de Pina, nasceu a 5 de Março de 1685;
2. Baltasar Pereira de Pina
2. Francisco Pereira de Pina, nasceu a 12 de Março de 1691. Casou com Domingas Luís, filha de Domingos André e Domingas Luís, em 16 de Fevereiro de 1706. Ficou viúvo a 19 de Novembro de 1706, tendo vindo a falecer a 14 de Setembro de 1707, sem deixar descendência.
2. João Pereira de Pina, nasceu a 8 de Junho de 1693;
2. Salvador Pereira de Pina, nasceu a 6 de Setembro de 1695;
2. Alexandre Pereira de Pina, nasceu a 6 de Abril de 1698;
2. Alexandre Pereira de Pina, nasceu a 19 de Agosto de 1704;
2. Maria Teresa de Pina, nasceu a 26 de Janeiro de 1707. Casou com António Martins Ferreira, a 8 de Fevereiro de 1735. Faleceu a 18 de Junho de 1768, tendo sido depositado o seu corpo na Capela de Nossa Senhora das Dores, Lugar dos Paços, freguesia de São Martinho de Fajões. Seu marido faleceu a 3 de Dezembro de 1785, e o seu corpo também foi sepultado na Capela de Nossa Senhora das Dores.
2. Isabel Pereira de Pina, nasceu a 14 de Outubro de 1710. Foi casada com José António, e tiveram descendência.

2. Manuel Pereira de Pina, nasceu no lugar de Paços, freguesia de São Martinho de Fajões, concelho de Oliveira de Azeméis, a 8 de Junho de 1683. Casou com Isabel Luís, natural do lugar de Paços, freguesia de São Martinho de Fajões, concelho de Oliveira de Azeméis, filha, deduzo, de Domingos André e de sua mulher Domingas Luís, ambos do lugar de Paços, de que ficou viúvo a 7 de Junho de 1703. Que saiba, não teve descedência.
Casou, pela segunda vez, com Maria João, filha de Pedro Francisco e de Maria João, naturais do lugar do Covelo, São Martinho de Fajões, a 11 de Outubro de 1703. Deste casamento teve

3. Maria, nasceu a 11 de Dezembro de 1705,
3. Isabel, nasceu a 6 de Outubro de 1711.

2. Baltasar Pereira de Pina, nasceu a 22 de Abril de 1689, no lugar de Paços, freguesia de São Martinho de Fajões. Casou a 16 de Fevereiro de 1706, com Maria Luís, filha do já referido casal, Domingos André e Domingas João. Neste mesmo dia também ocorreu o casamento do irmão de Baltasar, o Francisco Pereira de Pina, conforme mencionado acima, com Domingas Luís, irmã de Maria Luís. Ficou viúvo a 2 de Junho de 1708. Deste casamento não teve descendência.
Devem ter sido tempos difíceis para Baltasar Pereira de Pina. Ocorreram muitas mortes na família da mulher, senão vejamos:

Isabel Luís, sua cunhada, faleceu a 7 de Junho de 1703
Domingos André, sogro. faleceu a 17 de Abril de 1706
Domingas Luís, sua cunhada, faleceu a 19 de Novembro de 1706
Maria Luís, esposa, faleceu a 2 de Junho de 1708

Baltasar Pereira de Pina segue a vida espiritual. E é assim, como testemunha, mas também como padre, que o encontramos num batizado, a 25 de Março de 1716. Tinha ele a idade de 27 anos. E desse dia em diante surge-nos como uma das principais figuras do clero da freguesia de Fajões.
Em 9 de Fevereiro de 1721, de uma relação amorosa com Isabel Pereira, natural de Azagães, freguesia de Carregosa, nasceu:

3. Manuel Caetano Pereira

No assento do batismo não é mencionado o nome do pai, o Reverendo Padre Baltasar Pereira de Pina.
Em 1737, mandou construir a Capela da Senhora das Dores, nos terrenos de família.
É no assento do casamento de Manuel Caetano Pereira, a 30 de Janeiro de 1740, e, mais tarde, em 30 de Setembro de 1771, no assento do casamento do seu neto, Manuel Caetano Pereira, acto que teve lugar na Capela da Senhora do Ó, “que serve de Igreja”. No assento de outro seu neto, José Caetano Pereira, acto que ocorreu também na Capela da Senhora do Ó, a 1 de Agosto de 1776, também é mencionado, como avós paternos, Baltasar Pereira de Pina e Isabel Pereira (solteira).
A 4 de Outubro de 1771, aos oitenta e dois anos de vida, o Reverendo Padre Baltasar Pereira de Pina, tendo celebrado no dia antecedente, perde repentinamente os sentidos. Foi sepultado “na sua Capela da Senhora das Dores”. Não fez testamento. E “seus herdeiros são obrigados a fazer-lhe os bens da alma conforme o uso e costume”. E assim fizeram.
Nestes tempos, os filhos naturais podiam tomar parte na herança dos pais. Para o descendente do Reverendo Padre Baltasar Pereira de Pina nada sabemos sobre se ocorreu alguma doacção em vida visto que após a sua morte e, por ausência de testamento, não terá sido contemplado na repartição dos bens.
Recentemente foi dado o nome do “Padre Baltazar Pereira de Pina” à rua que passa em frente à Capela da Senhora das Dores,.
3. Manuel Caetano Pereira, casou com Domingas da Silva, a 30 de Janeiro de 1740, filha de João da Silva e de sua mulher Domingas João, neta paterna de António Ferreira e de Isabel da Silva, neta materna de Domingos Jorge e de sua mulher Maria João, bisneta paterna de Amador Gomes, natural de Milheirós de Poiares e de Domingas Ferreira, natural de Cesar, e de André, escravo de Manuel de Pinto, de Azagães, Carregosa, e de Isabel, solteira, natural de Cesar, e bisneta materna de Domingos Jorge e de Domingas Antónia, de São João da Madeira, e de Tomé João e de sua mulher Joana Dias, ambos naturais de Nogueira do Cravo.
No registo de casamento, surge como pai, o Reverendo Padre Baltasar Pereira de Pina, do lugar de Paços, da freguesia de São Martinho de Fajões. O nome da mãe não é mencionado. Teve

4. Maria João, nasceu a 22 de Junho de 1743.
4. Manuel Caetano Pereira, que segue.
4. Domingos Caetano Pereira, nasceu a 7 de Abril de 1747.
4. João da Silva, nasceu a 7 de Janeiro de 1750. Casou a 3 de Setembro de 1773, com Inácia Maria da Silva, natural de Azagães, Carregosa, filha de Manuel Ferreira e Antónia Maria, naturais de Azagães, Carregosa.
4. José Caetano Pereira da Silva, que segue.

4. Manuel Caetano Pereira. nasceu a 7 de Abril de 1747, no lugar de Travasso, freguesia de Cesar. Casou com Rosa Francisca de Jesus, a 30 de Setembro de 1771, filha de António Francisco e Maria Moreira, natural do lugar do Outeiro de Cima de Manhouce, freguesia de Arrifana. Teve

5. Fernando Pereira
5. Custódia Francisca
5. António Caetano Pereira
5. João Caetano Pereira
5. Josefa Francisca

4. José Caetano Pereira da Silva, nasceu a 25 de Setembro de 1756, no lugar de Travasso, freguesia de Cesar. Casou com Rosa Luiza de Pinho, a 1 de Agosto de 1776, filha de Francisco Jorge de Pinho e de Maria Luiza, natural do lugar das Laceiras, freguesia de Arrifana. Teve

5. António Silva
5. Rosa Maria de Jesus, Casou com Teotónio Gomes de Pinho
5. Maria Silva
5. Joana Silva
5. Inácia Silva

Belmonte (Belo Monte) e Monsanto (Monte Santo)

Resenha da viagem de fim de semana à Beira Interior!!!

Aconselhável e simplesmente deslumbrante…

Temos Belmonte (Belo Monte)

Visita considerou os seguintes pontos, após a chegada:

Pequeno intervalo para almoçar no Restaurante Casa do Castelo.

Da parte da tarde, continuação da visita aos pontos belos que fazem do monte chamar-se Belmonte. Ficam aqui alguns sítios que podem consultar, caso não desejam ou não possam lá se deslocarem (os que puderem, vão às cegas porque é mesmo lindo):

Fim do dia, recolhemo-nos no Belmonte Sinai Hotel e saboreamos uma excelente refeição, a não perder.

Acordar e poder contemplar o vale onde corre o Rio Zêzere é impagável!!! E como só temos uma vida, vale a pena!!!

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Após o pequeno almoço e lá voltamos à estrada em direcção a Monsanto.

À que parar para repousar em Penamacor.

E por fim temos Monsanto (Monte Santo)

No cumprimento das regras de transito, lá chegamos ao Monte Santo .

Não especificamos qualquer ponto, visto que se deve visitar todo o MONTE. Simplesmente Belo!

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Genealogia: Dona Leonor Ernestina, em Vila Chã de São Roque

Dona Margarita, filha legítima de Sebastião de Castro de Lemos e de Dona Maria Madalena de Menezes, da Quinta do Covo, desta freguesia de São Pedro de Vila Chã (de São Roque), nasceu em os dezassete dias do mês de outubro do ano de mil sete centos e cinquenta e sete, foi batizada por mim, o Abade desta freguesia, José Carlos de Azevedo, em a capela da mesma quinta, por virtude da licença que me apresentaram do Muito Reverendíssimo Senhor Frei Aurélio de São Tomás, Provisor e Governador deste Bispado, em os vinte e um dias do mês de novembro, do dito ano; foram padrinhos o Excelentíssimo Senhor Dom Luís da Cunha, Secretário de Estado, com procuração sua, assistiu e tocou, Dom António Manuel de Vilhena, Coronel do Regimento de Aveiro; e a Excelentíssima Senhora Dona Leonor Ernestina[1], Condessa de Daun, Camareira de Sua Majestade Fidelíssima, e mulher do Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Sebastião José de Carvalho e Melo, do Concelho de Sua Majestade e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, e com procuração sua, assistiu e tocou, o Desembargador José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo; e é neta paterna de António Carlos e Castro, e de Dona Joana Luísa de Noronha, natural, ele, da Vila Nova de Cerveira, Arcebispado de Braga, e ela, da Casa da Trofa; e materna de Fernando de Magalhães e Menezes, e de Dona Luísa Joana, natural, ele da dita Quinta do Covo, e ela da dita Casa da Trofa; de que tudo fiz este assento que assinei com as testemunhas.

Fonte: Arquivo Distrital de Aveiro

[1]  Eleonore Ernestine Eva Wolfganga Josefa, Gräfin von und zu Daun auf Sassenheim und Callaborn

A castanha

Tempo de reler a obra de Miguel Torga, “Um Reino Maravilhoso”. Passo a transcrever um pequeno trecho:

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Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai de umas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em Novembro as agita a inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa cama fofa a maravilha singular de que falo, tão desafectada que até no nome é doce e modesta – a castanha. Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca dos pobres e ricos. Crua, engorda os porcos, com a vossa licença …

O Castelo da Feira

Por estas alturas do ano, estamos em tempo de festejar a História de Portugal pelas muitas “feiras medievais” que decorrem por todo o Portugal.

No que toca à “Feira Medieval”, a decorrer em Terras de Santa Maria da Feira, que outrora era denominada por “Vila da Feira”, mas por mais que se deseje mexer na história temos de reconhecer que quando queremos ir à “Feira, ver o Castelo ou proceder ao pagamento de impostos” , não estamos a pensar se é na “Vila” ou em “Santa Maria” da Feira.

Deixando estes trocadilhos, o presente artigo pretende divulgar a obra: 

Emma: ou, A esperança e a tumba, com as cartas de Silvano e Lilia, seguidas de outras poesias”

do autor: Nuno Maria de Sousa Moura ( Tenente de Cavalaria)

Edição datada de 1845

Da qual se recomenda a leitura de “O Castelo da Feira”, que é uma parte da interessante obra e pode ser lida na sua totalidade clicando na seguinte figura:
O Castelo da Feira

Vouzela Vila Natal

 

 

Visitem Vouzela – Vila Natal!… Lá encontram desde Presépios (17!),  Molduras Vivas, Animações de Rua, Passeios de Charrete,… e Interessantes decorações. Vejam o programa clicando sobre esta figura:

vouzela vila natal

 

Fica aqui um pormenor sobre  a “Rua a meias”!….

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O convite à natureza

Que pena me faz a mim, filho do campo, criado ao murmúrio das águas de rega e à sombra dos arvoredos, que esta gente de Lisboa passe as horas e dias de repouso acotovelando-se tristemente pelas ruas estreitas, e não tenha um grande parque, sem luxo, de relvados frescos e árvores copadas, onde brinque, ria, jogue, toma o ar puro e verdadeiramente se divirta em íntimo convívio com a natureza!

In Prefácio, de Salazar, para a obra “A Floresta Portuguesa”, de M. Gomes Guerreiro

Gardenista

Sugestão para a visita e este interessante “site”, sobre jardim (e muito mais!…).gardenista
Citação

Recomeça…

Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga, Diário XIII

Playlist: Take Five – Dave Brubeck

Playlist: Fever – Peggy Lee

The Nobel Peace Prize 2014

 

satyarthi yousafzai

The Nobel Peace Prize 2014 was awarded jointly to Kailash Satyarthi and Malala Yousafzai “for their struggle against the suppression of children and young people and for the right of all children to education”

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2014/

 

 

 

 

Ainda que mal

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘As Impurezas do Branco’

Estudo Genealógico da união dos Motas e dos Farias

Genealogia

O presente estudo tem por base os tempos mortos do dia a dia do coordenador/autor deste levantamento de dados sobre a união d’Os Motas e d’Os Farias e que se encontram compilados sobre o título “Estudo Genealógico da União d’Os Motas e d’Os Farias”, obra que, na presente edição, aberta à discussão, engloba um período que tem início antes do ano de 1764 e termina no final do primeiro trimestre do ano de 2014. Estamos assim a falar de um levantamento que abrange 4 séculos (e estima-se que serão na prática 5 séculos). Como informação complementar refere-se que serão espelhadas cerca de 61 famílias, o número de indivíduos relacionados directamente com a pessoa objeto do estudo, (…) ronda as 129 e é da ordem das 300 a totalidade das personagens aqui relacionadas. As famílias aqui tratadas – as quais se referem ao período supra mencionado – são as seguintes: Os Motas, Os Farias, Os Bastos, Os Sousas, Os Valentes, Os Costas, Os Alves, Os Domingues, Os Ferreiras, Os Soares, Os Leite, Os Pinhos, Os Almeidas, Os Silvas, Os Bordallo, Os Pinhos, Os Lopes, Os Franciscos, Os Carvalhos, Os Dias, Os Azevedos, Os Santos, Os Luís, Os Marques e Os Oliveiras. Ao longo da exposição será mencionado alguns dados associados aos nomes de cada uma das famílias referidas no “Armorial Lusitano” com a inclusão dos respetivos brasões das famílias, as quais, eventualmente, nada terão a ver com as famílias aqui tratadas. Mas em concreto nada podemos concluir sem o aprofundamento da investigação aqui iniciada. Ficamos a aguardar as devidas críticas que possam melhorar – na presente obra – a imagem de tantos intervenientes e tão poucos leitores/descendentes.

 

Comemoração dos 150 anos do nascimento de António José de Oliveira Júnior

É tempo de relembrarmos a grande figura de São João da Madeira, neste ano em que se deve comemorar os 150 anos do nascimento de António José de Oliveira Júnior.

Estamos convictos, apesar de faltar ainda um escasso período de 2 meses (relembra-se que o Comendador António José de Oliveira Júnior, nasceu a 17 de Abril de 1864),  que todos os organismos locais estão conscientes deste momento e da importância desta grande personalidade.

Deixamos aqui alguns pontos do seu vasto curriculum que poderão servir de referência:

  • Fundou em 1914 a Empresa Industrial de Chapelaria, Limitada, mais conhecida como a Sanjo.
  • Fundou em 1925 a empresa “Oliveira, Filhos & Cº., Limitada, mais conhecida como a Oliva. Parte das antigas instalações são agora a Oliva Creative Factory.
  • Agraciado pelo Governo Português, em 1930 (acta n.º 55, de 15 de Setembro de 1930) com a Comenda de Mérito e Benemerência.
  • Foi o Primeiro Provedor da Misericórdia local (Regional n.º 20, de 10 de Novembro de 1922).
  • Foi vereador da Câmara de Oliveira de Azeméis onde defendeu a independência de São João da Madeira. (Ver pág. 228, da obra “São João da Madeira – Cidade do Trabalho).

Registo de óbito

Ás dezasseis horas do dia vinte e nove do mês de Janeiro do ano de mil novecentos trinta e cinco, numa casa da rua Oliveira Júnior, da freguesia de São João da madeira, deste concelho, faleceu de pneumonia, um individuo do sexo masculino, de nome António José de Oliveira Júnior, de setenta anos de idade, de profissão industrial, natural da Freguesia de São João da Madeira, Concelho de São João da madeira, domiciliado na rua referida, filho legitimo de António José de Oliveira, já falecido, natural da Freguesia de Pindelo, Concelho de Oliveira de Azeméis e de Teresa da Silva já falecida, natural da Freguesia de São João da Madeira, Concelho de S. João da madeira.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Postal Faliz Natal 2 Postal Feliz Natal1

Dicionário Electrónico ESTRAVIZ

(Deixo aqui parte do texto introdutório deste excelente trabalho. Bem hajam.)

“Acerca do e-Estraviz

O tesouro lexical galego, agora na rede, conta com mais de 127.000 entradas

O mais completo dicionário galego em linha, o Electrónico Estraviz (e-Estraviz), já é uma realidade. Na versom electrónica nom só foi feita uma adaptaçom para a norma histórica e etimológica da língua galego-portuguesa do Dicionário Estraviz -o mais contrastado dos dicionários galegos publicados até hoje-, mas também uma revisom individualizada de cada verbete e definiçom, com correcções e acréscimos.

A esse labor uma equipa de até quinze pessoas, sob a direcçom do próprio lexicógrafo Isaac Alonso Estraviz, dedicou muitas horas e muito carinho.”

logo-estraviz

Cliquem na imagem e entrem no Estraviz.

Viver sem comentadores

Porque teremos de estar mortos em vida?

Fataunços – Visita da Rainha D. Amélia

Como elemento equilibrador entre a contemporaneidade e os tempos
que já lá vão, sugiro a leitura do seguinte texto sobre Fataúnços
e de outras terras neste endereço:  
http://www.archive.org/stream/sempassarafront00pimegoog/sempassarafront00pimegoog_djvu.txt

FATAUNCOS 

De todas as notícias relativas á mlUgiatwre de sua 
magestade a rainha D. Amélia nas Caldas de S. Pe- 
dro do Sul^ uma, principalmente, me i€z impressão, 
e de certo também a faria a todas as pessoas que não 
desconhecem os costumes das povoações ruraes no 
norte do paiz. 

Reiiro-me aos pormenores da visita da rainha á 
íreguezia de Fataunços, que pertence ao conedftio de 
Vouzella, e fica a mais de trez léguas de Vizeu. 

Foi a rainha convidada a honrar com a sua pre- 
sença esta povoação, e por bem empregado daria sua 
magestade o tempo que consagrou ao passeio a essa 
aldeia, em que eu apenas posso descobrir um defeito : 
o nome. 

Fataunços nSo é, em verdade, uma denominação 
harmoniosa e poética, mas sobram á terra predicados 
que descontem a dissonância do nome. 

É ameno o sitio, ubérrima a terra, saudável e 

328 

apradvely rica de agoa e de sombra como todas as 
do yalle de LafSes. A opulência dos pastos enverdece 
copiosamente a vastidão dos prados, onde se criam 
vitellas qae passam por ser as mais saborosas de Por- 
tugal. 

Além do pittoresco da região, condecora-se Fa- 
taunços com algumas relíquias archeologicas, taes co- 
mo a Torre doa mouros, solar da familia Lemos. O 
progresso levou á povoação o seu influxo civilisador 
com a creação de uma escola e bibliothecai que em 
1870 foram fundadas por um filho de Fataunços esta- 
belecido como typographo no Porto. 

Chama va-se esse benemérito cidadão José Louren- 
ço de Souza ^ e justo é recordar o seu nome com a 
louvor que merece. 

A rainha, espirito educado no gosto e cultura das 
bellas-artes, apreciaria certamente a formosura da 
paizagem, e o pittoresco das ruinas da torjre mouris- 
ca. Boa e carinhosa para com as creanças, folgaria 
de encontrar ali uma escola construída segundo os 
preceitos da pedagogia e da hygiene, enriquecida de 
mais a mais pela adjuncção de uma bibliotheca. 

Mas quero crer que a recepção que sua magestade 
teve em Fataunços será, no espirito da rainha, uma 
recordação indelevelmente saudosa. 

1 

Tinha as suas officinas typographicas na rua do 
Bomjardim, d'aquella cidade. Foi edUor de muitas publica- 
ções, taes como Almanach Píwíwen«e, Archivo jwridico, 
etc. 

327 

Sstá sna magestade habituada, desde que entrou 
em Portugal e soube conquistar as sympathías dos co- 
raç3es portuguezes, a ser recebida por toda a parte 
com enthusiasticas manifestações de carinho e respei- 
to. ComtudOy nenhuma festa organisada em honra de 
sua magestade poz ainda mais a descoberto a sinceri- 
dade^da alma portugaeza na sua fé ingénua e espon- 
tânea^ que ainda se conserva na vida simples e labo- 
riosa da província, mas que totalmente se tem perdido 
nos grandes centros de população do nosso paiz. 

O Commercio do Porto, descrevendo as festas rea- 
lizadas em Fataunços, dá um pormenor, que, por ex- 
traordinário, não deve passar despercebido. 

. «A entrada da localidade havia um arco ornado 
de lenços de seda e fios de contas de ouro. Grrupos de 
camponezas cantavam canç5es populares.]» 

Foi justamente este pormenor, apparentemente 
vulgar, que chamou e demorou a minha attençâo, 
tanto mais que eu sou um dos raros portuguezes que 
ainda não foram a Pariz, mas que menos mal conhe- 
cem as provineias de Portugal. 

Desculpe- se-me esta vaidade á conta de amor pela 
terra em que nasci. 

Deante doesse arco ornado de lenços de seda e de 
contas de oiro eu descubro a cabeça e curvo-me res- 
peitoso, porque elle é, na sua mais profunda significa- 
çaO| a maior homenagem que a camponeza do norte 
do paiz pode prestar a uma princeza querida e ama- 
da por o povo. 

Não se diga por espirito politico, que inteiramente 

L^ai 

328 

affasto d'e8ta ligeira chronica e qae nXo é manjar que 
me tente o apetite, que Fataunços jaz ainda n'uma 
ignoraneia crassai comparável á que o arcebispo Dom 
Frei Bartholomeu dos Martyres foi surprehender na» 
alturas de Barrozo. 

Como sabemos, ha vinte e cinco annos que em Fa- 
tannços fnncoionam uma escola e uma biblictheca, e 
um quarto de século de instracçSLo alguma luz deve 
ter lançado no espirito d'aquelle povo, dócil e bom^ 
portanto disposto a deixar-se conduzir, se não para a 
bibliotheca, ao menos para a escola. 

O que ali ha nSo é por certo a ignorância primi- 
tiva, mas a primitiva candura, mas a fé immaculada,. 
a sinceridade espontânea da alma portugueza. 

As camponezas de Fataunços, encantadas com a 
rainha que tinham ido vêr a S. Pedro do Sul, quíze- 
ram expressar-lhe toda a estima, todo o enthusiasmo 
carinhoso que sua magestade lograra inspirar-lhes, e 
para traduzir quanto sentiam não acharam melhor 
meio do que arreiar com as suas mais ricas alfaias, 
cem. todo o seu oirOy o arco por baixo do qual a rainha 
devia entrar na povoação. 

Os lenços de seda e as contas de oiro, dispostos em 
bambolins certamente graciosos, representam toda a 
historia da vida aldeã: os proventos colhidos no duro 
trabalho dos campos, ao sol, ao frio, lavrando a terra, 
ceifando a messe, esfolhando o milho, padejando o tri- 
go, malhando o centeio, pastoreando o gado, fomejan- 
do o pão, embarrelando o bragal, tecendo o linho, en- 
xadando a gleba. 

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Todo o poema do trabalho aldeSo^ toda a cbronica- 
da cansada vida rural pendia em estrophes d'aquell&^ 
arco de triumpho; escriptas na seda dos lenços e no oiro^ 
das contas. 

Era como se as mulheres de Fataanços quizessem 
disser á rainha : «Toda a nossa existência, com todos os* 
nossos thesouros conquistados á força de trabalho, per- 
tencem a vossa magestade. Vêde-os aqui^ para que os 
honreis contemplando-os.» . 

Nenhum arco de triumpho escuipturado em mar* 
more valeu ainda a significação d'aquelle arco. 

 camponeza do norte do paiz é ciosa, avara das 
suas galas, especialmente do seu oiro. Mata-se para 
conquistal-as, e procura conserval-as como á própria 
existência. Não se desfaria d'ellas para comprar um 
palácio, por mais barato que lh'o quizessem vender ;, 
mas da melhor vontade as emprestou para vestir fes- 
tivamente com os seus lenços e com os seus collares o 
arco por onde a rainha devia passar. 

Chega a ser encantadora esta sincera homenagem. 

E ao mesmo tempo demonstra a honestidade dos- 
costumes campestres do norte do paiz — a ausência 
completa de gatunos, que pudessem pôr em risco a se- 
gurança dos cordSes de oiro das camponezas. 

Não faltou uma só conta, pela simples razão de não 
appareoer gatuno algum. E não appareceu, pela razão- 
ainda mais simples de os não haver em Fataunços. 

Ali vive-se trabalhando, lidando na industria pri- 
mitiva da humanidade : a agricultura. Â terra é a 
grande officina explorada por toda aquella população^ 

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rústica. E as alfaias, as jóias que ali estavam expos- 
tas eram sagradas, porque representavam os tropheus 
do trabalho, os despojos opimos da eterna batalha feri- 
da contra a terra subjugada. 

Em Lisboa, n'esta occasião em que se preparam 
as festas antoninas, os arcos da rua do Oiro — que 
tanto ^oiro poderia exhibir — sSo de ferro. Os cestos 
<5om que estão gaveados os mastros da rua dos Ke- 
trozeiros sSto de palha. . . apenas doirada. A bisarma 
monstruosa das escadas de Santa Justa é uma coisa 
que não valeria a pena roubar, e ainda menos cons- 
truir. Nâo ha, cautelosamente, nada de bom e valioso 
que os gatunos possam roubar, porque, se houvesse, 
nem Santo António lhe valeria. 

Em Fataunços o arco era de oiro^ e nâo faltou 
uma só conta quando a festa acabou! 

Ó Fataunços ! ó ditosa e honrada terra, onde o 
Sacarrâo é um mytho extranho, de que se ouve fallar 
com terror pela ideia associada da rapinagem alfaci- 
nha, de que esse grande cabo de guerra policial tem 
sido, por tanto tempo, o perseguidor heróico ! 

A rainha pode dizer que viu em Vouzella um re- 
talho do paraíso terreal, sem a serpente bíblica, que 
tentasse os camponezes a colherem o pomo de oiro 
prohibido, e pode ainda dizer mais que viu e ouviu o 
coraçSo portuguez palpitar no peito de uma população 
ainda não degenerescida moralmente pelas ruins paixões 
de que enfermam as cidades policiadas. 

As mulheres de Fataunços,» em vez de estarem 
inquietas pelos seus lenços e pelos seus cordões, can- 

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tavam tranquillas, em honra da rainha, as cançSes 
populares da sua terra. 

Sentiam-se felizes por terem enfeitado esse arco de 
triumpbo com toda a riqueza das suas arcas. 

E nenhum gatuno-Mephistopheles sorria velhaca- 
mente por de traz das arvores, espreitando a occasiâo 
de arrancar dois lenços de seda e dois cordões de oiro. 

Manifestamente, a rainha comprehendeu a extra- 
nha originalidade de tudo o que tinha presenceado 
em Fataunços. Partiu d'ali encantada e commovida. 

O Commercio do Porto concluo a sua narração 
dizendo : 

«cEm Fataunços tocou a philarmonica d'aqui, e na 
despedida sua magestade a rainha, 'Vivamente impres- 
sionada, dizia não esquecer aquella localidade, onde 
prometteu voltar, e emquanto avistou Fataunços ace- 
nava da carruagem com o lenço.» 

O lenço da rainha, despedindo- se dos lenços que 
ficavam pendentes do arco, dizia certamente no silen- 
cio eloquente de uma separação saudosa : «Nunca tinha 
visto isto, e nunca mais o poderei esquecer.» 

Junho de 1895.
Imagem

Quinta de Fataunços

Quinta das Lombas ou Quinta de Fataunços

Jardins deslumbrantes – “Keukenhof” – Holanda

Sugere-se a visita ao sitio: http://www.keukenhof.nl/en/