Mário de Sá Carneiro

“Pois bem! Eu consegui variar a existência – mas varia-la quotidianamente. Eu não tenho só tudo quanto existe…eu tenho também tudo quanto não existe…Eu vivo horas que nunca ninguém viveu, horas feitas por mim, sentimentos criados por mim, voluptuosidades só minhas e viajo em países longínquos, em nações misteriosas que existem para mim, não que as descobrisse, mas porque as edifiquei.Porque eu edifico tudo……De resto, é evidente faltam-me as palavras para lhe exprimir as coisas maravilhosas que não existem…Ah! O ideal…O ideal…Vou sonha-lo esta noite…Porque é sonhando que eu vivo tudo.Compreende? Eu dominei os sonhos. Sonho o que quero, vivo o que quero……Enfim, meu amigo…Eu sou feliz porque tenho tudo quanto quero e porque nunca esgotarei aquilo que posso querer. Consegui tornar infinito o universo – que todos chamam infinito, mas que é para todos um campo estreito e bem murado”

One response to “Mário de Sá Carneiro

  1. A expressão da infinita sensibilidade que não coube na finitude do infinito comum. Há homens assim?…

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