Category Archives: Literatura

A castanha

Tempo de reler a obra de Miguel Torga, “Um Reino Maravilhoso”. Passo a transcrever um pequeno trecho:

dsci4093

Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai de umas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em Novembro as agita a inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa cama fofa a maravilha singular de que falo, tão desafectada que até no nome é doce e modesta – a castanha. Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca dos pobres e ricos. Crua, engorda os porcos, com a vossa licença …

Anúncios

O Castelo da Feira

Por estas alturas do ano, estamos em tempo de festejar a História de Portugal pelas muitas “feiras medievais” que decorrem por todo o Portugal.

No que toca à “Feira Medieval”, a decorrer em Terras de Santa Maria da Feira, que outrora era denominada por “Vila da Feira”, mas por mais que se deseje mexer na história temos de reconhecer que quando queremos ir à “Feira, ver o Castelo ou proceder ao pagamento de impostos” , não estamos a pensar se é na “Vila” ou em “Santa Maria” da Feira.

Deixando estes trocadilhos, o presente artigo pretende divulgar a obra: 

Emma: ou, A esperança e a tumba, com as cartas de Silvano e Lilia, seguidas de outras poesias”

do autor: Nuno Maria de Sousa Moura ( Tenente de Cavalaria)

Edição datada de 1845

Da qual se recomenda a leitura de “O Castelo da Feira”, que é uma parte da interessante obra e pode ser lida na sua totalidade clicando na seguinte figura:
O Castelo da Feira

Ainda que mal

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘As Impurezas do Branco’

Miguel Torga – Prelúdio

Reteso as cordas desta velha lira,
Tonta viola que de mão em mão
Se afina e desafina, e donde ninguém tira
Senão acordes de inquietação.

Chegou a minha vez, e não hesito:
Quero ao menos falhar em tom agudo.
Cada som como um grito
Que no seu desespero diga tudo.

E arrepelo a cítara divina.
Agora ou nunca – meu refão antigo.
O destino destina,
Mas o resto é comigo.

Miguel Torga

Com o tempo, você vai percebendo que,

“Com o tempo, você vai percebendo que,
para ser feliz com uma outra pessoa você precisa,
em primeiro lugar,
não precisar dela…
Você aprende a gostar de você,
a cuidar de você, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas…
é cuidar do jardim
para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando…
mas quem estava procurando por você!”

Mario Quintana

Vício das Letras

Ler devia ser proibido!…

Natureza do português

Passo a passo e como os coelhos… não deixamos de ser acidentes da natureza!… No último segundo, do último minuto, da última hora,… havemos de acordar!…

Biblioteca Digital de Fernando Pessoa

Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura – Cultura – PUBLICO.PT

Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura – Cultura – PUBLICO.PT.

Voltaire on the Lisbon Earthquake

O filosofo francês, de modo a temperar os seus pensamentos, por vezes perdia-se na realidade mundana. Esta realidade, que ele descrevia com elevada mestria, levou que o confundissem como mestre do sarcasmo… quando na verdade a realidade é que era profundamente ridícula como neste caso que passamos a transcrever da sua obra “Cândido” :

“Após o tremor de terra que destruíra três quartos de Lisboa, os sábios do país cogitaram em que o meio mais eficaz para prevenir a ruína total da cidade consistia em dar ao povo um rico auto-de-fé. Fora decidido pela Universidade de Coimbra que o espectáculo de várias pessoas queimadas a fogo lento, com grande cerimonial, era um segredo infalível para impedir a terra de tremer.”

Referências:

Lisbon – Insight Cityguides

Cândido – Voltaire

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde

Mário de Sá Carneiro

“Pois bem! Eu consegui variar a existência – mas varia-la quotidianamente. Eu não tenho só tudo quanto existe…eu tenho também tudo quanto não existe…Eu vivo horas que nunca ninguém viveu, horas feitas por mim, sentimentos criados por mim, voluptuosidades só minhas e viajo em países longínquos, em nações misteriosas que existem para mim, não que as descobrisse, mas porque as edifiquei.Porque eu edifico tudo……De resto, é evidente faltam-me as palavras para lhe exprimir as coisas maravilhosas que não existem…Ah! O ideal…O ideal…Vou sonha-lo esta noite…Porque é sonhando que eu vivo tudo.Compreende? Eu dominei os sonhos. Sonho o que quero, vivo o que quero……Enfim, meu amigo…Eu sou feliz porque tenho tudo quanto quero e porque nunca esgotarei aquilo que posso querer. Consegui tornar infinito o universo – que todos chamam infinito, mas que é para todos um campo estreito e bem murado”

TABACARIA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!

Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, não creio em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê –
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos

Já que estamos no Verão…

… E não temos um sobreiro para nos proteger deste tempo, fica aqui a sugestão de consulta da obra:

 100 Livros Portugueses do Século XX, Uma Selecção de Obras Literárias, 2002, Amaral, Fernando Pinto, Instituto Camões, Lisboa.

http://cvc.instituto-camoes.pt/component/docman/doc_download/2178-100-livros-portuguesesdo-seculo-xx–100-portuguese-books-of-the-20th-century.html

José Saramago … No país de escritores!

É com profunda tristeza, ou de alegria para alguns, que tivemos conhecimento da morte do escritor José Saramago.

É impressionante como José Saramago é agora reclamado por todos, mesmo aqueles que desejaram que estivesse “calado”.

É reconhecido, não pela sua obra, mas por lhe ter sido atribuído o prémio Nobel!

Mourinho: «Portugal nem com Ronaldo a mil à hora»

Neste título de uma notícia publicada no Record  temos como:

Figura com estilo: Mourinho

Figura de estilo: na frase “Portugal nem com Ronaldo a mil à hora” temos um conjunto de  figuras de estilos, tais como: a Elipse, Hipérbole, Metáfora, …

Poder-se-á pensar tudo o que Cristiano Ronaldo pode fazer numa hora:

  • … Ronaldo a mil quilómetros à hora
  • … Ronaldo a mil falhanços à hora
  • … Ronaldo a mil faltas sofridas à hora

Enfim, deve-se entender: … Ronaldo em boa forma!

As figuras de estilo… ou o estilo das figuras

As figuras de estilo não devem ser entendidas com os estilos das figuras que se exprimem para serem mais claras! No entanto, só as figuras com estilo podem cometer estas incorrecções sem serem corrigidas.

O atrevimento e a irreverência ao instituído permitem que se utilizem e sejam permitidas as figuras (incorrecções) de estilo a alguns dos utilizadores de uma língua.

Iremos gradualmente e com tempo mencionar algumas das figuras de estilo.

Instituto Camões – Biblioteca Digital

O Instituto Camões disponibiliza um conjunto de obras, sobre os mais diversos temas, em formato digital. Clique sobre a seguinte figura para aceder à Biblioteca Digital Camões!

Deixamos aqui a nota introdutória constante no sitio do Instituto Camões.

Seja bem-vindo/a à Biblioteca Digital Camões!

A disponibilização de um conjunto de textos e documentos de grande relevância cultural e linguística insere-se na missão do Instituto Camões: A promoção da língua e cultura portuguesas, de que se vem ocupando desde 1929.

A Biblioteca Digital Camões pretende fazer chegar o Português a um universo cada vez mais amplo de falantes e estudantes do Português. Nos próximos meses receberá novos e diversificados parceiros, que a enriquecerão com as suas contribuições e cooperação na preparação do Instituto Camões para o Séc. XXI.

O filósofo Renato Figueiredo

O filósofo Renato Figueiredo, autor de diversos artigos publicados na imprensa nacional e regional, deixou-nos, para além de uma imensa saudade, algumas obras pedagógicas, das quais deixo aqui a capa do manual “Breves Noções da História da Literatura”, exemplar rebuscado na sua biblioteca.
Desta figura – que uns recordam como o Director da Biblioteca de S. João da Madeira, outros como uma pessoa histórica da Oliva, outros em outras tantas obras e lugares que ocupou – recordo-me dos poucos momentos que com ele passei, a maioria das vezes a jantar, lugar privilegiado pelo Renato Figueiredo e não menos por mim, onde nas conversas saltava a história da sua vida que muito se confundia com a história cultural e política da sua época.
Um exemplo da sua obra foi o imenso património que ele nos deixou na área da publicidade, nela tendo participado os maiores fotógrafos, poetas, músicos, pintores, … da época das Máquinas de Costura Oliva.